O pré prova.

Demorou, mas vou colocar o site em dia.

Depois da minha derrota no Audax 600 do ano passado quando eu quebrei com 195km, esse ano resolvi me preparar um pouco melhor, caprichando na dieta, reduzi 12 quilos comparado a setembro de 2015, treinei mais, mesmo sendo a maioria dos treinos no rolo, senti muito a diferença.

Na quinta anterior a largada fui pegar a entrega das camisas do 600 e de Super Randonneur nos meus parceiros da Furbo, pois como eu iria a Floripa mesmo, já aproveitei para fazer a entrega.

Sexta logo após o almoço, enfiei a bike no carro e segui rumo ao Della Bikes, onde iria entregar as camisas e retirar meu kit.

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Entregas feitas, o negócio era ir descansar antes do congresso.

O congresso em si sempre é uma festa, se encontra a galera da organização, que no fim já são velhos conhecidos, os amigos, os “conhecidos” de outros brevets, no fim, uma grande e louca família.

O Peixoto postando fotos, a galera nos grupos do Whattsapp fazendo montagens com essas fotos(Roda Presa) e eu rindo, sem ninguém entender o motivo.

Congresso finalizado, hora de ir fazer os últimos preparativos na bike e descansar pra acordar 03:30 do dia seguinte.

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A largada:

 

Dormi bem, uma das mudanças do ano anterior, onde perdi a hora da largada, tomei um café da manhã reforçado e segui para a largada.

Check in realizado, tudo ok, sobrou um tempinho para dar um olá pro pessoal antes da grande hora, encontrei amigos e conhecidos de sempre, tirei uma onda do Anderson de Joinville que estava com o Limas e iria fazer os 600k com uma MTB zero KM, mais louco que eu.

A largada aconteceu as 05:00 em ponto e esse ano faríamos a pernada da ilha no inicio, ao contrário dos anos anteriores, onde a volta na ilha era no final, da largada seguimos pela Beira Mar em direção ao Sul da ilha, rumo ao aeroporto, alguns trechos em ciclovia, trânsito tranquilo por ser bastante cedo.

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A volta na Ilha:

 

Iriamos pela região do Rio Tavares e Morro das Pedras até a rotatória dos Açores, nesse trecho teve bastante vento, fui revezando de grupos e andando sozinho por uns trechos, na largada do PC1, andei por alguns km com o Maury e a Patricia, depois perdi eles de vista e fui sozinho até o PC2 no Posto Canajure, passando pelo Morro da Lagoa, Rio Vermelho, a péssima saída dos Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus.

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No PC2 parei rapidamente para comer, vi rapidamente o “videomaker” Ivan “Megarider” Rolim, chamei ele, mas o mesmo não ouviu enquanto já saia do PC, descansei um pouco e segui meu caminho em direção a Jurerê, logo sendo alcançado pelo Maury e pela Patricia, que seriam meus parceiros de pedal pelos próximos 500kms mais ou menos.

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Agora era seguir em direção a saída da ilha, fechando quase 100km nessa voltinha insular, para seguir em direção a São Pedro de Alcântara e suas divertidas serras, entrar a esquerda para a Varginha e acabar em Santo Amaro da Imperatriz na padaria do Anésio onde seria o PC3 com aproximadamente 175kms rodados, dentro da nossa programação de tempo.

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Após Santo Amaro eram apenas mais uns 25k até o elevado da Enseada de Brito, na peixaria, onde fechavam os primeiros 200k, dali seguimos viagem por volta das 16 horas e a próxima parada seria em Penha com 342km no PC de pernoite.

Seguimos sentido norte tentando andar o mais rápido possível para cobrir a maior distancia possível no dia claro, mas sem exageros para não quebrar, paradinha rápida na PRF de Biguaçu para pegar água e dá-lhe pedal.

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Na região de Tijucas escureceu, mais uma parada rápida no Posto Angeloni para usar o banheiro, fomos abordados por um malaco que estava curioso sobre o valor das bikes, obviamente que o convencemos que são bikes de sorvete seco.

 

O anoitecer do sábado e o pernoite

 

Seguiamos em bom ritmo, mas na região entre BC e Itajai o sono apareceu e dificultou um pouco as coisas, mas fomos seguindo, transito tranquilo, chegamos no acesso do Beto Carreiro de onde ainda teríamos uns 25km pela frente, teríamos de ir a Armação onde no inicio da avenida que segue para Penha na primeira padaria do lado esquerdo era mais um pc, bastava tirar uma foto e seguir para o Hotel em Penha.

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Ao sair da dita padaria, veio a má lembrança do ano passado, ali eu havia desistido com 195k, agora já passavam de 300km, bom sinal……seguimos de boa, chegando no hotel por volta de 22:30 de sábado, 17:30 horas depois de largar, descansamos um pouco, soube pelo face que o Ivan estava perdido nas redondezas, jantamos e conversamos com quem estava por lá, banho rápido e cama, consegui dormir muito bem por 5 horas e meia, acordei as 05:00, comi rapidamente uns pedaços de bolo e pão e por volta de 05:15 seguiamos sentido norte em direção ao trevo da BR101 com a BR280, onde devíamos ir em direção a Guaramirim para pegar a Rodovia do Arroz e ir ao posto alguns kms adentro.

 

O inicio do fim.

 

Esse foi um trecho puxado, tínhamos em torno de 65km para rodar em duas horas e meia até o fechamento do PC, afinal nosso cronometro corria enquanto dormíamos e descansávamos no pernoite, antes de entrar na Rodovia do Arroz, vi o Ivan voltando do PC, cabeça baixa, concentrado, logo mais chegamos em tempo no posto, tomamos um café e dali seguiríamos em direção a Balneário Camboriu, seriam mais ou menos 100kms até esse PC, de agora em diante a meta era para mim, me manter com médias confortáveis, evitando forçar acima de 25km/h e administrar o tempo para chegar até as 21:00 de agora já domingo, na linha de chegada no Della.

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Seguimos de boa, encontrando uns e outros bikers pelo caminho, inclusive alguns que já não finalizariam, vencidos pela linha de corte de tempo perto de Guaramirim.

Seguimos de boa, pegamos a 101 Sul, girando de boa, próximo a entrada do Beto Carreiro, tive meu único contratempo, um pneu furado, problema rapidamente solucionado com o auxilio do Maury e seguimos para BC, onde chegamos entre 13 e 14 horas, PC chato, não tinham comida pra servir, tive de me contentar com Hidrotabs na água e Glicofast para energizar e seguir viagem até ali, havíamos coberto 500kms.

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O trecho solitário.

 

Agora faltavam 100kms e tínhamos 7 horas para cobrir isso, eu optei por me manter em velocidade confortável e apenas administrar para chegar, fui acompanhando o Maury e a Patricia até na região de Governador Celso Ramos, mas ali eu fiquei cansado, mas em condições de terminar, avisei para a Patricia que diminuiria meu ritmo, não passando de 20km/h, ali eles seguiram e eu fui sozinho de boa, apenas visualizando a chegada, tinha uns 60k pra rodar e em torno de 4 horas, ali admito que começou um trecho complicado, cheguei no Posto Marquinhos totalmente zoado, cansado, com sono, mas a chegada me aguardava, quando cheguei no Posto, o Casal Super Randonneur estava partindo.

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Tomei uma coca para aproveitar o pico glicêmico para acordar e detonar os últimos 20k, só me juntei com mais uns 4 bikers para andar em grupo até atravessar a ponte, por segurança e na ciclovia da Beira Mar Norte, voltei a andar sozinho até a chegada, onde cheguei ainda com uma sobra de 01:30 horas, totalizando em torno de 38:30 horas desde a largada.

 

A finalização da saga.

 

Ali ao chegar, bate uma mistura de sensações, a euforia com os aplausos do pessoal, o Maury e a Patricia esperando, afinal tinham acabado de chegar a minutos, a felicidade por terminar algo que estava entalado desde setembro de 2013 e por fim o pensamento terrível: E AGORA, SOU SUPER RANDONNEUR, O QUE FAREI AGORA, QUAL O PRÓXIMO DESAFIO???

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Só quem é do meio entende, afinal eu pedalei na série 2013, 4 BRM de 200, o 300, o 400 e abandonei no 600, esse ano me preparei melhor e fechei 2 BRM de 200k, um 300, abortei o 400 de Floripa com 320km por problemas estomacais, duas semanas depois fiz o 400 de BC muito bem feito, logo depois os 360km do Fleche com mais de 6 mil de altimetria e agora fechava a série com o 600, o que pode ser pior, só restam dois caminhos, aumentar a distancia, ou diminuir a velocidade para tornar a coisa mais brutal, nos próximos dias publico a continuação dessa saga.

Aqui cabe um agradecimento especial ao amigo Ultraman, manézinho da ilha radicado em Portugal, Antonio Nascimento, por partilhar suas experiencias e dicas nos idos de 2013 ao se iniciar a saga Randonneur, tuas dicas ali no inicio foram de grande valia e fonte de inspiração. OBRIGADO.

 

Impressões sobre produtos.

 

Usei a primeira vez nessa aventura os produtos do meu novo patrocinador, o Hydrotabs e o Glicofast, repositor eletrolítico e repositor energético, ambos aprovados, me serviram muito bem e não me deixaram na mão. Recomendo.

 

Novamente usei meu Spot Gen 3, ele funciona tão perfeitamente que quando cheguei no pc de pernoite, meu amigo Luis Augusto de Navegantes chegou logo em seguida para me cumprimentar, estava me seguindo pelo celular dele. Novamente aprovadíssimo.

 

Dicas.

 

Vira e mexe o pessoal pergunta sobre macetes e dicas, então tentarei dar algumas:

1º) Treine;

2º) Treine;

3º) Treine;

4º) Quando não aguentar mais, planeje tudo nos mínimos detalhes para evitar surpresas e

5º) Para de chorar e volta a treinar.

 

Agradecimentos.

 

Em primeiro lugar a minha esposa e meus filhos que entendem(eu acho) minhas ausências em treinos e provas e sempre me recebem de braços abertos na volta.

Ao pessoal da organização, não tenho queixas, bom hotel de pernoite, deu para reanimar legal.

Aos meus novos apoiadores da Hydrotabs e Glicofast.

Ao Elton da Academia Impacto, mesmo eu não estando com o tempo que devia para malhar, não esqueço dos amigos.

Ao Marcos e a equipe da Happy Bike por deixar a branquinha em ponto de bala.

Ao Silvano e Adilson da Furbo pela confecção das camisas

Ao Bruno da Saúde em Saquinhos

Ao Silvio da Cúpula Criativa que só me deve um pedal que nunca sai…..

Ao Marcelo Moser “Pinguim” pelas planilhas de treino

Ao Claúdio da brasil Gps de Garopaba que é o meu parceiro e revendedor do Spot Gen3 em SC.

 

 

ATÉ DAQUI A POUCO GALERA E BONS PEDAIS…

 

Segue link do Strava: