Quem me conhece a mais tempo sabe que a Ilha de São Francisco do Sul, no litoral norte, sempre foi para mim um destino preferido, em especial a Praia do Ervino, Quantas e quantas viagens, solo ou em grupo eu já fiz para lá? Perdi a conta.

Nos últimos anos já havia se tornado um costume fazer um bate volta ao Ervino, indo num dia e voltando no outro ou até no mesmo dia, viagenzinha tranquila, sendo que de garagem a garagem da minha casa da 87,5km, algo em torno de 4 horas e meia na ida e em torno de 5 horas na volta, principalmente se contar dias com sol forte.

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Como esse ano não rolou a ida em dezembro, resolvi encima da hora fazer sem combinar nada com ninguém, me mantendo apenas no caminho, sem paradas extras.

Na sexta, 13/01, decidi que seria ou SFS ou Volta Grande em Rio Negrinho, mas como estava a fim de distancia sem muito morro, SFS ganhou.

A idéia inicial era sair de casa as 03:00, mas como eu queria testar da forma mais realista possível como estava minha condição física, optei por sair depois das 06:00.

Preparei a bike, empacotei o básico de ferramentas e câmaras de ar extras e kit de primeiros socorros, acordei cedo e as 06:50 peguei a estrada.

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Vila Itoupava a Massaranduba foi rápido, o sol já mostrando que seria um carrasco sem clemencia no decorrer do dia, o plano era fazer a primeira parada no Posto Sinuelo da BR 280 em Araquari, próximo ao Canal do Linguado, meta que foi atingida, mesmo de MTB, com certa carga, cheguei em praticamente 3 horas no Posto, mantendo uma média em torno de 23km/h.

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Como o sol já estava forte, fiz um bom lanche, caprichei no protetor solar e segui adiante, paradinha na entrada do Ervino onde tinha uma galera de Joinville que tinha acabado de dar a volta a Ilha, que me falaram das condições da estrada nas dunas e segui rapidamente, minha meta seguinte seria em principio a Prainha, mas como eu tinha um plano de distância a cumprir, antes de ir as praias, fui ao final/começo da BR280, no terminal graneleiro do Porto, dei uma volta pelo Centro Histórico e depois voltei ao caminho das praias, 10km extras, mas que recompensam elo visual do casario histórico e do clima daquela parte da cidade.

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Voltei a rota das praias que é uma SC, a SC 415, estrada entediante, pessimamente conservada, sem acostamento ou quando tem sem segurança, uma chatice, mas chatice que se compensa ao chegar nas praias de Ubatuba, Enseada e depois a melhor dessa parte da ilha, a Prainha, essa desde os anos 90 é um dos meus destinos favoritos.

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Na prainha tinha fechado 111km, ali resolvi me hidratar bastante para então pegar o trecho mais duro do pedal, a mitológica Avenida das Dunas, que são quase 20kms de estradão de terra batida, cheia de buracos e costelas de vaca e trechos com areia fofa bem funda, pedalar naquilo, com um sol de 42º nas costas não é tarefa fácil.

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Mas enfim, chegando no Ervino, rápida passada para ver se encontrava amigos em casa, ninguém a vista, rápido abastecimento na mercearia, comendo um pão de queijo horrivelmente duro com café frio e peguei a volta para casa, já passava das 15 horas e eu teria apenas 5 horas de claridade pela frente e quase 90km a serem cobertos com sol forte.

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Mas logo estava no Sinuelo de volta e ali é norma vigente nunca passar sem parar e não fiz diferente, água, sobremesa, café e cerveja zero e a estrada chamava, mais uma tocada direto e cheguei em Guaramirim, dali seriam mais 34kms, mas tudo em aclive, ou seja, deprimente para quem já havia feito 190kms naquelas condições infernais.

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Pouco antes da divisa de Massaranduba, vi que havia fechado 200km que seriam a distância regulamentar de um Audax, conta rápida, vi que havia fechado esse trecho em 12:30 horas corridas desde a largada, mesmo com muitas paradas de abastecimento e descanso por causa do calor, foi o que precisava para fazer os 23k restantes, conseguindo chegar de volta no meu bairro, quando estava escurecendo.

Minha impressão pessoal, foi um pedal extremamente duro, pelo calor excessivo, mas muito válido pelo tempo que consegui fazer, ainda mais de MTB e de quebra cumpri minha meta de fazer ao menos um pedal acima de 200k por mês e fechando o gran fondo com isso, além de ter fechado 416km na semana.

Espero que curtam o relato e o roteiro com as fotos abaixo e até a próxima.

2 thoughts on “Bate Volta SFS, + Volta na Ilha.

  • janeiro 17, 2017 at 12:58 pm
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    Excelente relato Eleonesio, pedal de respeito e num tempo muito bom pelo infernal calor que fez no dia, parabéns :)

    • janeiro 22, 2017 at 10:22 pm
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      Valeu garoto. Acho que estou pronto para novamente pedalar com o amigo nos Audax da próxima série.

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