Série #Desafios2014, Gran Fondo 5

Barra Velha

 

Como em decorrência do site ficar fora do ar por algumas semanas eu fiquei devendo algumas postagens, resolvi deixar assim e colocar ele em dia de uma vez, afinal jornal velho só serve para embrulhar pão ou para coisa pior.

Assim como vários amigos, também sou usuário do Strava, que além de ser uma ferramenta interessante para monitorar teus exercícios, também cria desafios para serem cumpridos pelo usuário, como é o caso nesse ano do Gran Fondo, que inicia todo dia 1º de cada mês e encerra no último dia, no qual o ciclista deve pedalar 130km numa só pedalada.

Como Blumenau tem os servidores públicos municipais em greve e eu fiquei por alguns dias cuidando do Pequeno em casa, acabei não pensando em pensar em cumprir o desafio.

Sexta-feira, dia 30, fiz minha primeira consulta com minha nova nutricionista, onde ela me perguntou sobre meus exercícios e treinos e falei que atualmente como comprei o rolo de treino eu consigo manter uma rotina mais regular de treinamentos, mas que ainda assim, surgem algumas “loucuras” de vez em quando.

Pesando nisso, sexta de noite me toquei que afinal de contas maio tinha 31 dias e eu ainda teria um dia para cumprir os 130kms do desafio e como não podia deixar de ser, fui moralmente obrigado a realizar o feito no dia seguinte.

Após longa sessão de planejamento, algo do tipo 5 minutos, eu decidi que sairia de casa as 2 da manhã de sábado.

Quando tocou o despertador, o deprimente projeto de ciclista viu que não havia colocado o celular para carregar e ai coloquei para carregar e acabei saindo apenas as 4 da manhã, com o intuito de conseguir acompanhar o nascer do sol, já no litoral, na região de Barra Velha.

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O percurso escolhido, foi sair de casa, seguir para Massaranduba, São João do Itaperíu, saindo na BR101 em Barra Velha e descer essa rodovia, por Piçarras, Penha, Navegantes, Luis Alves e voltando para casa.

Esse percurso dá quase que certinho a quantia de quilometragem necessária com folga de apenas algumas centenas de metros, ai para me enrolar, sai de casa sem ligar o gps, andando assim algumas centenas de metros que teria de compensar depois, chegando na rodovia que liga Blumenau a Massaranduba a primeira notícia ruim, cerração baixa e fechada, mesmo de bicicleta, tinha de andar bem devagar e com as luzes ligadas no mínimo para enxergar algo.

Saindo de Massaranduba

Mas a partir de Massaranduba, a cerração levantou um pouco, deixando o trecho mais seguro o que permitiu aumentar um pouco a velocidade para ainda chegar ao litoral antes de nascer o sol.

A parte ruim desses 30 e poucos kms ligando Massaranduba a BR101 em Barra Velha e que passa por São João do Itaperiu, é a absoluta falta de acostamento, mesmo onde tem um pouco, este, esta coberto por capim, forçando o ciclista a pedalar sobre a rodovia.

Cheguei na BR101 quando o dia estava amanhecendo e cheguei num dos elevados após a HAVAN em tempo de ver o belo nascer do sol, fotos tiradas para registrar, hora de mandar ver.

Nascer do sol em Barra Velha

 

O trecho entre a saída da rodovia na 101 e o trevo da BR470 em Navegantes é de aproximadamente 27kms, com alguns sobe e desce e que farão parte do Audax 200k de Itajai, nenhum segredo no percurso, apenas que para speed é aconselhável pedalar na borda mais a direita do acostamento, pois tem muitos resíduos próximo a rodovia.

Chegando no último Posto antes do viaduto da 470, seria a hora de tomar um café, como de costume desde antigamente, mas infelizmente, tive uma péssima surpresa, o posto que aparece numa das fotos, extraída do Street View, onde eu sempre tomei café quando pedalava, tinha, quero crer um frentista com extremo mau humor que não me deixou colocar a bike próxima a porta, o que sempre faço por segurança, assim acabei saindo sem meu café da manhã, vantagem minha, assim não perdi tempo.

Agora era pedalar mais uns metros e entrar na rodovia que liga a 470 a Luis Alves e de lá para casa, o que dá em torno de 50kms, mas que é sempre o pior trecho desse percurso, o asfalto até Luis Alves é cheio de sobe e desce, sem acostamento e a própria pista esta em péssimas condições de conservação e os últimos kms até chegar no meu bairro, em torno de 15, são de estrada de chão, cheia de curvas, com um tráfego intenso de carros e caminhões que não são necessariamente cuidadosos no volante.

Luis Alves na volta pra casa.

Mesmo tendo saído tarde ou nem tanto, dependendo do olho que olha, voltei antes do almoço com o sentimento de dever cumprido.

Resumo da ópera, fiz os mesmos 130kms com quase 2 horas e meia a menos que em janeiro, com muito menos cansaço, muito menos paradas e apto a pedalar mais um tanto, então bora suar a camisa e se preparar pro 300 de Floripa que vem ai em julho.

Fim de semana agora, terá o Marathon do Marcio May na Pedra Branca em Palhoça, onde estou inscrito, mas infelizmente acabei cancelando minha ida, pois como estou a semana inteira sem ver meu Pequeno e possivelmente a semana que vem será igual, irei me dedicar aos filhos no fim de semana, por mais que eu curta o pedal, os filhos vem em primeiro lugar.

Boa sorte aos amigos que forem participar da prova.

Fica aqui meu agradecimento aos patrocinadores e apoiadores, a Happy Bike, (Marcos e equipe), Cúpula Criativa(Silvio), responsável pelo site e design das camisas e Academia Impacto Fitness(Elton).

Seguem abaixo as coordenadas no Strava para quem quiser conhecer e refazer o percurso e eventualmente não conheça.

 

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patrocinio

 

(Imagens no Álbum de Fotos)